Teu corpo é a minha casa
Onde eu brinco de faz de conta,
De ser criança,
De ser feliz na minha ingenuidade doce.
Teu corpo é a minha casa
E nele passo horas embriagadas,
Noites iluminadas,
E dias sem respirar quase sufocando na minha lucidez.
Teu corpo é a minha casa
E nele habitam meus sonhos mais secretos,
Meus devaneios mais concretos,
E as minhas dores mais palpáveis.
Teu corpo é a minha casa
E nele nasce a minha luz,
Mas é nele também que ela se enfraquece,
E é lá onde apagam- se minhas esperanças.
Teu corpo é a minha casa
E nele procriam os meus pensamentos mais perversos,
Meus desejos mais sacanas,
Minha vileza mais absoluta.
E no teu corpo, que é a minha casa, escondo a minha solidão
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Um comentário:
Que lindo, Aninha! Pelo visto, serei assídua nessas paragens....
xêros
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